Implantação de aterro sanitário causa polêmica em Nova Veneza

Implantação de aterro sanitário causa polêmica em Nova Veneza

Moradores de Nova Veneza, município a 40 quilômetros de Goiânia, planejam uma manifestação para esta quarta-feira (5) contra a construção de um aterro sanitário em uma região da cidade. De acordo os moradores, o aterro, que estaria planejado para ser construído numa propriedade às margens da GO-462, traria impacto direto para nascentes, animais e condomínios habitados da região.

A proprietária da fazenda cujo território pode conter o aterro, Danielle Padra, disse que o projeto da obra fica entre condomínios habitados e em cima de nascentes e solo produtivo. “Nós não fomos informados de nada e isso vai causar um impacto regional imenso. Para nossa região, para o nosso município, isso é inviável”, afirmou.

Já o geólogo e fazendeiro Jales Lousa, dono de uma propriedade em Santo Antônio, considera que o aterro seria benéfico do ponto de vista logístico. No entanto, para ele, os impactos ambientais são inevitáveis. “Do ponto de vista da estrada é viável, mas o ponto de vista do valor de terra, impacto visual, degradação do meio ambiente também tem seu peso. Isso precisa ser contrabalanceado”, pontua.

A Prefeitura de Nova Veneza afirmou que não há nenhuma definição sobre a construção de um aterro sanitário na região, e que a questão ainda será discutida.

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Quatro estudantes da PUC-SP são desligados após se envolverem em atos racistas durante jogo

Quatro estudantes de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) foram desligados de seus estágios em escritórios de advocacia após um vídeo viralizar nas redes sociais, mostrando atos de racismo e aporofobia cometidos durante uma partida de handebol nos Jogos Jurídicos Estaduais. O incidente ocorreu no último sábado, 17, em Americana, interior de São Paulo. Nos registros, os alunos ofenderam colegas da Universidade de São Paulo (USP), chamando-os de “cotistas” e “pobres”.

As demissões foram confirmadas por meio de notas oficiais enviadas às redações. O escritório Machado Meyer Advogados, por exemplo, anunciou a demissão de Marina Lessi de Moraes, afirmando que a decisão estava alinhada aos seus valores institucionais, com o compromisso de manter um ambiente inclusivo e respeitoso. O escritório Tortoro, Madureira e Ragazzi também confirmou a dispensa de Matheus Antiquera Leitzke, reiterando que não tolera práticas discriminatórias em suas instalações. O Castro Barros Advogados fez o mesmo, informando que Arthur Martins Henry foi desligado por atitudes incompatíveis com o ambiente da firma. O escritório Pinheiro Neto Advogados também comunicou que Tatiane Joseph Khoury não faz mais parte de sua equipe, destacando o repúdio ao racismo e qualquer forma de preconceito.

Repercussão do caso

O episódio gerou forte indignação nas redes sociais e foi amplamente criticado. O Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa os alunos da Faculdade de Direito da USP, se manifestou, expressando “espanto, indignação e revolta” com as ofensas racistas e aporofóbicas proferidas pelos alunos da PUC-SP. A instituição ressaltou que o incidente representou uma violência contra toda a comunidade acadêmica.

Em resposta, a reitoria da PUC-SP determinou a apuração rigorosa dos fatos pela Faculdade de Direito. Em comunicado, a universidade afirmou que os responsáveis serão devidamente responsabilizados e conscientizados sobre as consequências de suas atitudes. A PUC-SP reiterou que manifestações discriminatórias são inaceitáveis e violam os princípios estabelecidos em seu Estatuto e Regimento.

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