Minha Casa, Minha Vida: mercado vê aumento da faixa de renda como positivo
Junção da Faixa 4 do MCMV com a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil deve implicar positivamente na dinâmica do setor imobiliário em 2025
A criação da Faixa 4 de renda do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), anunciada pelo governo federal nesta sexta-feira (4), deve fazer o mercado imobiliário rodar em um ritmo maior que o previsto para 2025.
De acordo com especialistas consultados pelo CNN Money, as empresas poderão encaixar mais projetos no programa, além de acelerar suas vendas, mirando um público que estaria enfrentando dificuldades para o financiamento imobiliário no cenário macro atual.
Segundo o conselheiro da Manatí Capital Management e ex-vice-presidente de Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, a criação da faixa de R$ 8 mil a R$ 12 mil no MCMV é, por si só, interessante, dado o cenário macroeconômico de alta de juros – que tem afetado o público desse nicho de renda e, consequentemente, a dinâmica do mercado, diminuindo a velocidade de venda do que já foi lançado e dificultando as vendas de lançamentos.
“Essas condições [‘atuais] desse nicho de renda no mercado hoje estão bem menos favoráveis do que um ano atrás. As taxas de juros estão maiores, as cotas de financiamento estão menores, o que significa que quem está comprando precisa ter mais dinheiro, mais recurso próprio para realizar essas compras”, disse Duarte.
“Isso afeta a dinâmica do mercado, de quem está lançando, e da velocidade de venda do que já foi lançado”, completou.
De acordo com o especialista, a junção da nova faixa do MCMV com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil pode aquecer o setor.
“Se juntar a isenção do IR com a nova faixa do MCMV, você reafirma que o potencial dessas duas medidas na dinâmica do mercado é positiva. Uma cria condições mais favoráveis de financiamento e a outra coloca mais dinheiro no bolso, o que permite tomar um financiamento maior em condições melhores do que tinha até então um poder de comprar, implicando positivamente a dinâmica desse mercado para 2025”, disse Duarte.