Motoristas do Eixo Anhanguera fazem paralisação, em Goiânia

Os motoristas do Eixo Anhanguera iniciaram na madruga dessa terça-feira (11) a paralisação das atividades, em Goiânia. Os representantes afirmam que poucos ônibus tem sido autorizados a sair da garagem da Metrobus e estão sendo escoltados pela Polícia Militar.

A categoria já havia anunciado a paralisação para reivindicar seus direitos salarias e vacinação contra a Covid-19 para os profissionais. O Tribunal Regional do Trabalho de Goiás, informou que o desembargador Mário Sérgio Botazzo, concedeu na noite da última segunda-feira (10), uma liminar ao Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de da região Metropolitana de Goiânia – SET que suspende a grave dos motoristas. A decisão proibiu o ato, mas a categoria disse que não foi notificada.

Segundo os motoristas, é alegado que não têm reajusta salarial desde março de 2020, data base para o reajuste estabelecido em acordo entre o sindicato laboral e o patronal. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da região Metropolitana de Goiânia (SET), informou em nota que “desde janeiro desde ano, a categoria está recebendo com aumento no ticket e no salário.”.

Na decisão do desembargador Mário Sérgio Botazzo, determinou que o sindicato não “se abstenha de deflagrar a greve prevista”. Ainda foi decidido que será aplicado multa de R$ 10 mil por dia “à entidade sindical requerida, em caso de descumprimento da determinação”.

Mesmo com poucos frotas, pessoas se aglomeram em terminais de ônibus pela cidade a espera do Eixo Anhanguera que liga Senador Canedo, Goiânia e Trindade. A expectativa é que até o final do dia os ônibus voltem a rodar normalmente.

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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