A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi motivada pela fuga de Léo Índio para a Argentina, onde ele está há mais de 20 dias. Segundo a PGR, essa ação configura descumprimento de medida cautelar alternativa à prisão, demonstrando desrespeito às decisões do STF.
Envolvimento em atos golpistas
Léo Índio é réu no STF por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, sendo acusado de crimes como associação criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ele afirma estar sendo perseguido pelo STF e buscou asilo político na Argentina para preservar sua integridade.
A defesa de Léo Índio confirmou que ele está na Argentina, onde obteve permanência provisória até junho de 2025. A PGR argumenta que a fuga justifica a prisão preventiva para garantir a aplicação da lei. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, ainda precisa decidir sobre a solicitação da PGR.