Segundo PGR Witzel utilizou servidores públicos em obra de reforma na sua residência

(FILES) In this file photo taken on September 23, 2019 Rio de Janeiro's Governor Wilson Witzel gestures during a press conference in Rio de Janeiro, Brazil, after eight-year-old Agatha Sales Felix died during a police operation at the Alemao complex slum. - Massive amounts of government emergency funds to fight the pandemic say are being stolen in the world's second-hardest-hit country, experts saym as the rush to respond to COVID-19 is sideswiped by an older, endemic disease: corruption. Brazil has a long history of graft scandals. But even by Brazilian standards, the scope of the accusations is outrageous. Even football superstar Neymar got dragged in. His name and personal data were used to register for the 600-real monthly stimulus payments the federal government is paying poor Brazilians hit hard by lockdown measures. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP)

Servidores públicos foram encontrados, por investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, supervisionando uma obra na residência do governador afastado Wilson Witzel (PSC), segundo as investigações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) relata que existe indícios que neste caso, o governador utilizou recursos públicos para fins particulares.

A constatação foi feita durante o cumprimento de busca e apreensão na Operação Placebo, deflagrada no fim de maio, mirando pela primeira vez o governador. Um procurador, Sérgio Pinel, registrou nos autos a constatação.

“Certifico que, no dia 26/05/2020, durante o acompanhamento do cumprimento da medida de busca e apreensão, deferida nos autos do pedido de busca e apreensão criminal n. 27/DF, no endereço da residência particular do Governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson José Witzel, local em que supostamente também é endereço do escritório de advocacia de sua esposa, Helena Alves Brandão Witzel, na Rua (…), Rio de Janeiro, constatei que o imóvel estava em obras de reforma, com material de construção depositado na área externa. Identifiquei, ainda, que a obra possivelmente vem sendo acompanhada por servidores do Estado do Rio de Janeiro, sendo o possível coordenador da obra o servidor (…), e a possível arquiteta a servidora (…)”, declara o procurador.

A PGR informatizou que, “caso comprovada a utilização de servidores e bens públicos para custeio de obra privada do governador, além dos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, também estaremos diante do crime de peculato”, relata.

Os investigadores devem ouvir os servidores para esclarecer o assunto.

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