Jornal Diário do Estado

// Edredom e Pipoca

Barbie, com um sarcasmo cor de rosa, é o filme mais divertido do ano

Margot Robbie e Ryan Gosling brilham diante de um roteiro afiado

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Chegou o momento de falar sobre o filme que se transformou no evento do ano, motivando pessoas de todo o mundo a ir ao cinema trajando rosa.

Barbie, dirigido e escrito por Greta Gerwig, conta a história da boneca mais famosa do mundo, que vive feliz e realizada na Barbielândia, ao lado de dezenas de outras variações da coleção. Quando a protagonista começa a sentir coisas próprias de um ser humano, ela precisa viajar até o Mundo Real para que as coisas voltem ao normal.

Vale a pena assistir Barbie?

Eu me lembro de quando quase ninguém sabia do que o filme falaria, e os atores ficavam deixando pistas, dizendo que aquele era um dos melhores roteiros que já tinham visto. De fato é isso tudo? Bom, digamos que o roteiro é afiado e executa exatamente aquilo que se propõe a fazer.

Barbie é um dos filmes mais divertidos que eu vi nos últimos anos. Foi difícil passar muitos minutos sem soltar pelo menos uma risadinha, e em vários momentos eu cheguei a gargalhar. Sou apaixonado por humor sarcástico e que tece críticas sociais por meio de um texto bem escrito, e é exatamente isso que Barbie oferece.

Mesmo diante de tanta descontração, o filme também tem partes em que desce um pouco o tom para um nível mais sério, para que as palavras atinjam o público de maneira mais crua. Assim, a mensagem de respeito e igualdade do enredo são transmitidas mais fortemente. E a habilidade de misturar seriedade e diversão é um dos maiores trunfos aqui.

Barbie, para mim, foi um deleite do começo ao fim, capitaneado por Margot Robbie, Ryan Gosling e um elenco dedicado. É raro um filme me deixar com a sensação de eu não querer que ele acabe, e isso aconteceu desta vez. É com certeza uma obra que eu gostaria de revisitar no futuro, e que deve pintar até mesmo no Oscar.

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