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Projeto social visa reduzir número de habitações precárias, cada vez maior no Brasil

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A pandemia do novo Coronavírus agravou muito varias áreas da vida das pessoas, e uma delas foi a habitacional. Esse agravamento deixou evidente a grande desigualdade social que nosso país enfrenta. De acordo com dados da campanha Despejos Zero, no último ano mais de 9 mil famílias sofreram com ações de despejos pelo país. Além disso, outras 64 mil seguem correndo risco de perder seus lares.

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Em 2019, o Brasil registrava um déficit habitacional de 5,8 milhões de moradias, classificadas entre domicílios precários, de coabitação e com um aluguel elevado, conforme levantamento da Fundação João Pinheiro. Com o aumento do desemprego e a alta dos alimentos, então, diversas famílias perderam suas moradias e passaram a viver nas ruas ou ocupações – seja de terrenos ou prédios

Projetos habitacionais

Com essa situação evidente, projetos sociais vêm intensificando suas ações para atuar lado a lado com a população, a fim de diminuir esses números que só crescem. E uma delas é a TETO, organização que mobiliza voluntários para atuar em conjunto com moradores de comunidades precárias por meio de soluções concretas que levam melhorias nas condições habitacional desses lugares.

O objetivo da organização é, por meio da ação conjunta, fomentar capacidades comunitárias e formar voluntários engajados em busca de uma sociedade mais justa, igualitária e sem pobreza. Além disso, o grupo tem a missão de trabalhar nas comunidades precárias para superar a pobreza por meio da formação e ação conjunta dos moradores, jovens voluntários e atores.

De acordo com coordenadora social da TETO Centro-Oeste, Letícia Pacheco, a atuação é composta por quatro pilares.

“Com os pilares são criados modelos de trabalho que é uma espécie de caixa de ferramentas que se inicia com o dialogo na comunidade, levantamento de informações socioeconômicas, de demandas, anseios e sonhos”, complementa Leticia.

(Imagem: TETO)

Voluntários

Os voluntários da TETO agem criando iniciativas habitacionais com a construção de moradias emergenciais para famílias em situação de vulnerabilidade. As iniciativas de habitat podem ser várias: construção de sede comunitária, banheiros, lavatórios, hortas comunitárias, pavimentação, parquinhos, sistema de drenagem ou solução de esgoto, por exemplo.

Atualmente, a organização atua em seis estados brasileiros (Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) e em 18 países da América Latina e Caribe. Desse modo, os polos de operação realizam ações para se conectar com moradores.

De acordo com a coordenadora, a próxima ação acontecerá no sábado (30), na comunidade Fidel Castro, em Goiânia.

“Aqui no Centro Oeste temos agendadas a primeira Escutando Comunidades (ECO), uma atividade superimportante de levantamento socioeconômico da comunidade. É um passo inicial para a comunidade se conhecer melhor e também para a gente levantar demandas de projetos. Além de ser um instrumento extremamente importante para conhecermos, na nossa região, a realidade das comunidades precárias”, comenta a coordenadora.

Leticia também explica que, para selecionar comunidades, uma equipe de voluntários de diagnóstico faz um mapeamento do território. A partir daí então, é possível identificar onde há com o potencial de atuação.

“Podemos chegar em novas comunidades por meio de indicação de parceiros, de pessoas que conhecem o trabalho. No momento o procedimento é entrar em contato com a gente e falar sobre a comunidade, indicar a liderança ou uma pessoa que atua na comunidade que a gente pode entrar em contato”, conclui.

Voluntários
(Imagem: TETO)

TETO em prol do apoio habitacional

A TETO surgiu no Chile, em 1997, com um grupo de jovens universitários que se juntou transformou uma moradia em capela. A partir daí, então conseguiram estabelecer uma relação próxima com os moradores. Entretanto, a experiência intercâmbio fez com os jovens questionassem se eles poderiam construir, ao lado das famílias das áreas próximas, algumas moradias.

Ao todo, já foram construídas mais de 4.396 moradias de emergência, 50 projetos de infraestrutura comunitárias no mundo todo. Para isso, a organização contou com a mobilização de 70.249 voluntários.

Para os interessados há várias formas de apoiar o TETO.

  • Voluntariado pontual: atua em atividades pontuais como as construções, pinturas, pré logística e enquetes);
  • Voluntariado permanente: atua em um período determinado em equipes fixas de Diagnóstico/Gestão Comunitária, Moradia e Habitat, Comunicação, Voluntariado e Parcerias);
  • Amigos da Teto e Empresa amiga da Teto: pessoa física ou jurídica que pode apoiar com doações mensais;
  • Casa de Família: quando amigos se juntam, financiam e constroem uma casa emergencial;
  • Voluntariado Corporativo: empresas que financiam um time formado por funcionários, para construção de uma ou mais casas emergenciais;
  • Financiamento direto de moradias: doação do valor integral de uma moradia emergencial sem o vínculo da construção.