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Após pedido de Caiado, Ministério de Minas e Energia vai discutir possível venda da Enel

Governador esteve em Brasília explicando a atual situação da prestação do serviço da empresa que tem gerado insatisfação e prejuízo aos goianos

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O governador Ronaldo Caiado (União Brasil), esteve em Brasília na noite da última terça-feira (10) fazendo cobranças para que o Ministério de Minas e Energia inicie diálogo sobre a possível venda da Enel, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em Goiás.

Sem cumprir o cronograma de investimento e prestação do serviço, a Enel corre o risco de perder o contrato com o governo através da chamada caducidade e, se adiantando a eventual possibilidade, a empresa busca alternativas para repassar o controle acionário para outro grupo, ou seja, vender a distribuidora.

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Em Brasília, o governador alertou que a Enel não está sendo transparente nem mesmo com os órgãos reguladores como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Enel é italiana e assumiu o fornecimento de energia elétrica após a venda da Celg-D em 2016, à época por R$ 2,2 milhões. Hoje a empresa está avaliada em torno de R$ 10 bilhões.

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Em entrevista a TV Brasil, o governador Caiado disse que o encontro da última terça-feira não foi definitivo, mas foi possível mostrar o quanto os goianos tiveram prejuízos com a prestação dos serviços desde quando a Enel começou operar no Estado.

“O cidadão, todos os setores da economia vem sendo penalizados”, disse.

Desde o início da sua gestão, o governador criticou a privatização da antiga prestadora do serviço e informou que representantes do Ministério de Minas e Energia perceberam que precisam se movimentar para evitar maiores prejuízos aos goianos.

“Estamos nos antecipando para não sermos surpreendidos lá na frente. Precisamos saber as condições que serão feitas essa venda”, pontou.

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