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Kill Bill Vol. 3: um possível encerramento perfeito para a carreira de Tarantino

Em
Kill Bill, de Quentin Tarantino

Kill Bill Vol. 3 é uma fantasia que por enquanto está apenas na mente dos fãs. Em diversas entrevistas, o diretor Quentin Tarantino afirmou categoricamente que gostaria de encerrar a sua carreira cinematográfica com dez filmes produzidos. Em 2019, foi lançado o nono capítulo de sua filmografia na função, e agora a expectativa é alta pelo título que finalizará a trajetória do cineasta. Recentemente, a ideia de fazer uma sequência do clássico Kill Bill vem agitando os entusiastas de Tarantino.

O primeiro longa-metragem que Quentin Tarantino dirigiu sozinho foi Cães de Aluguel, de 1992. No ano seguinte, veio Pulp Fiction, seguido por Jackie Brown em 1997. Kill Bill Vol. 1 veio em 2003, com Kill Bill Vol. 2 estreando em 2004. Originalmente, a ideia de Tarantino era que a obra fosse um único filme, mas ela precisou ser dividida em duas por conta de sua duração. Por esse motivo, em sua contagem o cineasta lista Kill Bill como apenas um filme, o quarto de sua carreira. Depois disso, vieram À Prova de Morte (2007), Bastardos Inglórios (2009), Django Livre (2012), Os Oito Odiados (2015) e Era Uma Vez em… Hollywood (2019). O décimo e último capítulo da filmografia de Tarantino ainda não tem nada de seu projeto revelado, mas a ideia de um terceiro volume de Kill Bill vem crescendo nos últimos meses.

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Sobre o que se trata “Kill Bill”?

A história de Kill Bill é puramente sobre vingança. Durante a sua trajetória nos dois volumes, Beatrix Kiddo (Uma Thurman) caça todos os membros do Esquadrão Assassino de Víboras Mortais um por um. Com alta violência gráfica, até mesmo para os padrões de Tarantino, Kill Bill é uma homenagem a diversos gêneros cinematográficos, desde os filmes japoneses de combate até os animes, passando por westerns e títulos italianos. O Vol. 1 tem aprovação de 69% no Metacritic, enquanto o segundo possui uma porcentagem positiva de 83%.

A obra marcou gerações, tanto com a sua trama e visuais quanto em seus aspectos técnicos. O assovio presente na música “Twisted Nerve” é um exemplo disso, tendo sido herdado de um filme de mesmo nome lançado em 1968 e popularizado em Kill Bill.

Existe margem para um Volume 3?

Durante palestra no Festival de Roma, Quentin Tarantino tocou no assunto e até chegou a sugerir uma possível trama focada na filha de Vernita Green, uma das vítimas de Beatrix Kiddo na obra. “Eu não tenho ideia ainda de qual será o meu próximo longa-metragem. Pode ser Kill Bill Vol. 3, por que não?”, elaborou o cineasta.

Além disso, a própria atriz que interpretou Vernita Green, Vivica A. Fox, afirmou no passado que gostaria de ver Zendaya no papel da filha de sua personagem. Recentemente, a própria Zendaya falou a respeito ao Empire. “Eu vi isso e fiquei muito honrada com o que ela disse. Obviamente ela é incrível e estou muito lisonjeada de ela pensar em mim. Sabe, é só uma ideia. A internet meio que pega essas coisas e corre com elas”, afirmou.

No entanto, a trama de um possível Kill Bill Vol. 3 poderia não ser focada na filha de Vernita Green, mas sim na filha de Beatrix Kiddo. Tarantino, inclusive, revelou ao entrevistador Joe Rogan que tinha pensado na atriz Maya Hawke, filha de Uma Thurman na vida real, como protagonista. “Acho que seria como uma visita às personagens 20 anos depois, imaginando a Noiva (Beatrix) e a filha, Bebe, com esses 20 anos de paz. Aí essa paz é destruída. Então a Noiva e a Bebe estaria em fuga e só a ideia de ter a Uma e a filha dela, Maya, já me deixa bem empolgado”, declarou.

De qualquer forma, existe sim uma margem para que Kill Bill Volume 3 saia do papel e seja o último filme de Quentin Tarantino como diretor. A definição sobre esse assunto, porém, não parece estar próxima.