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Álcool e outras drogas aumentam em 13% os atendimentos no SUS

Número pode estar relacionado à pandemia da Covid-19, que fez com que o uso de bebidas alcoólicas e drogas disparasse

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Os atendimentos de pessoas com transtornos mentais e comportamentais, desencadeados pelo uso abusivo de álcool e outras drogas aumentaram mais de 13%, em 2021. Segundo o Sistema Único de Saúde (SUS), foram 400,3 mil atendimentos na rede pública de saúde relacionados ao consumo de substâncias químicas, em contraste com 356 mil registros, em 2020.

O alcoolismo é o principal vilão do aumento de atendimentos, sendo responsável por 159,6 mil pacientes. Em seguida, estão cocaína (31,9 mil) e fumo (18,8 mil). O uso de opiáceos, canabinoides, sedativos, hipnóticos, alucinógenos, solventes voláteis e estimulantes (incluindo a cafeína) também fazem parte do levantamento, porém, em números menores. Por fim, o uso de múltiplas drogas e de outras substâncias psicoativas não listadas individualmente somam 151,3 mil atendimentos.

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Ainda de acordo com o SUS, os pacientes do sexo masculino são a maioria dos usuários atendidos em qualquer dos casos. Já em relação à faixa etária, a maior parcela tem entre 25 e 29 anos (303,7 mil registros), seguidos da faixa de 10 a 24 anos (49,4 mil) e daqueles com 60 ou mais (38,4 mil).

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Aumento

Para a psicóloga Amanda Paiva de Freitas, o aumento de atendimentos pode estar relacionado à pandemia de Covid-19 e a facilidade de conseguir entorpecentes. Ela também diz que a procura por atendimento regular profissional especializado caiu, devido ao avanço do vírus, refletindo no aumento de transtornos mentais e comportamentais.

“Foi muito alertado sobre o uso de álcool, drogas e medicamentos durante a pandemia. Na primeira etapa, as pessoas ficaram sozinhas com o seu pensamento. O problema é que a gente não consegue lidar com os nossos próprios pensamentos. Para tentar fugir dessas emoções a pessoa opta por um remédio para dormir, um cigarro, cerveja ou até uma maconha. Porém, esse consumo leva a dependência. Agora, com a normalização da morte e a perda do medo de contaminação, essas pessoas voltaram a procurar atendimento e isso gerou esse aumento”.

Segundo a psicóloga, o tratamento para dependentes químicos e alcoólatras é multidisciplinar e  pode variar desde acompanhamento com a assistência social e psicólogos, até medicação para o controle da abstinência.

“Usamos sessões de psicoterapia individual e em grupo para tratar questões do consumo da droga. Porém, o tratamento pode variar, já que alguns fazem o tratamento pelo SUS e outros em unidades particulares. Há também os tratamentos em instituições que normalmente são internações. Nestes casos, o paciente vai passar meses internado fazendo o tratamento na própria instituição”.

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