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Vídeo: Moradores denunciam “algazarra” em posto e distribuidora do Setor Sul, em Goiânia

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Uma moradora denunciou ao Diário do Estado que a população da rua 84, no Setor Sul, em Goiânia tem perdido o sono devido ao barulho provocado por jovens que frequentam um posto de combustíveis e uma distribuidora de bebidas no local. Segundo a advogada J. C., que não quis se identificar por medo de represarias, os jovens alcoolizados estacionam no pátio do posto pela madrugada e aproveitam para comprar mais bebidas na distribuidora.

Ainda de acordo com a advogada, o barulho acontece quase todos os dias, principalmente no final de semana. Cansada de tanto alvoroço, J.C., diz que já abriu um processo buscando solucionar o problema, já que quando liga para a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), órgão responsável por esse tipo de ocorrência, não tem retorno.

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“Moro aqui há dois anos, desde que mudei pra cá sofro com esse barulho. Antes o barulho começa na quinta-feira, mas de alguns meses pra cá piorou de uma forma absurda. Tem semana que é de segunda a segunda. Já acionamos a AMMA varias vezes, mas eles nunca tem pessoal para mandar e autuar em flagrante. Essa barulheira começa a acontecer a partir de meia noite e vai até de manhã, ninguém resolve nada”.

Carros com som alto parados em no posto para comprar bebidas / Foto: Arquivo pessoal

Transtornos

As más noites de sono tem trazido transtornos a advogada que já cogitou se mudar por não aguentar o incomodo. Ela explica que precisa tomar remédios para dormir e combater a ansiedade provocada pela insônia.

‘Pensei comigo, não vou mudar. Comprei o imóvel do meu avô, tenho uma memoria deste lugar. Acho um absurdo ter que mudar porque o poder público não faz valer a lei. Essa questão do som tem sido tão perturbadora que tenho que me medicar. À noite acordo com a cama tremendo por conta do som alto. Minha cama treme por conta do som, é uma coisa absurda”, disse.

Medo

O medo também tem prejudicado a mulher. Ela fala, por exemplo, que os jovens não só bebem, mas também usam drogas no local. J.C tem receio que o ponto possa ser uma espécie de “boca de fumo“, situação que tem gerado insegurança aos moradores.

‘Tenho bastante medo. Onde tem bebida, esse tipo de coisa tem drogas. Uma vez peguei o carro de pijama, estava transtornada por conta do barulho. Fui atrás da polícia e vi jovens usando drogas. Tenho medo do lugar ser usado para o trafico de drogas até porque tem um fluxo de pessoas muito grande. É impressionante a quantidade de gente”.

Jovens aglomerados na distribuidora / Foto: Arquivo pessoal

Perturbação do sossego

Para o Diretor de Fiscalização da Amma, Diego Moura, o cenário vivido pela população da rua 80 não se diz respeito a Amma, por não ser uma poluição sonora e sim uma uma perturbação do sossego. Ele diz que o problema deve ser tratado com as forças de segurança do Estado e do município, como a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana (GCM).

“Se trata de uma perturbação do sossego e não uma poluição sonora por ser algo eventual. Ou seja, jovens que se aglomeram fazendo algazarra. Nós atendemos só nos casos de poluição sonora, algo que acontece com frequência. Por exemplo, o som de um bar ligado todo dia, um gerador que funciona 24h. Isso trás ao cidadão um dano a saúde. Essas denuncias são atendidas exclusivamente pela AMMA. Agora algazarras como a da rua 80 precisam ser atendida pela polícia militar como perturbação do sossego”, concluiu.

Veja o vídeo enviado pela leitora: