Oi renegocia dívida com bancos

O presidente da Oi, Marco Schroeder, disse ontem esperar que a votação de sua proposta com credores e acionistas aconteça ainda no segundo trimestre deste ano. Ele afirmou prever um acordo para as dívidas de R$ 32 bilhões, com um desconto ao redor de 70%. Dos R$ 10 bilhões restantes, uma parte seria paga com um novo empréstimo e outra com ações da companhia. Em relação à dívida de R$ 15 bilhões com bancos, o executivo disse que negocia um novo parcelamento por 17 anos, com juros abaixo do mercado. O prazo médio dessas dívidas é de cerca de cinco anos, explicou.

Nesse calendário, a recuperação judicial não precisaria ser prorrogada. Ele defendeu que essa negociação seja feita sem os eventuais novos investidores, como os fundos Elliott e Cerberus e o empresário egípcio Naguib Sawiris.

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Segundo Schroeder, nas próximas semanas será feita a primeira reunião de mediação com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), relativa a cerca de R$ 6 bilhões — do total de R$ 20 bilhões apontados pela agência como pendências com a União.

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Schroeder, que classifica algumas multas de “absurdas”, diz que, em geral, não questiona as razões, mas os valores. A oferta da Oi é trocá-las por investimentos ou prestação de serviços.

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