Suicídio: Morre o ator Flávio Migliaccio

Carreira foi longa, incluindo papéis em teatro, cinema e TV

Ele iniciou a carreira na década de 50 no teatro, junto com a irmã, Dirce Migliaccio, já falecida, e ingressou na TV Globo em 1972, desempenhando o papel de Xerife, na novela O Primeiro Amor. O sucesso alcançado pelo personagem deu origem, naquele mesmo ano, ao seriado Shazan, Xerife e Companhia, estrelado também pelo ator Paulo José.

O corpo do ator Flávio Migliaccio, de 85 anos, foi encontrado nesta segunda-feira (4) pelo caseiro do sítio onde ele morava, na Serra do Sambê, em Rio Bonito, no Rio de Janeiro. A polícia investiga o caso como suicídio, após encontrar uma carta de despedida ao lado do corpo do artista, no quarto dele.

Na carta, divulgada pelo jornal O Globo, o ator lamenta a situação do país e também pede que cuidem das crianças. “A humanidade não deu certo”, escreveu em um trecho. “Cuidem das crianças de hoje”, pediu em outro

Migliaccio trabalhou ainda no cinema, ficando conhecido pelo personagem título do filme Aventuras com Tio Maneco, de 1971, do qual foi também diretor.

O último trabalho de Migliaccio na televisão foi como o personagem Mamede Al Aud, na novela Órfãos da Terra, que foi ao ar no ano passado na TV Globo.

Casado com Ivone Migliaccio, Flávio é pai do jornalista Marcelo Migliaccio.

 

Onde conseguir ajuda?

O suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública, complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero.

O assunto é tão complexo que muitas pessoas evitam falar a respeito, o que nem sempre é a melhor decisão. Um problema dessa magnitude não pode ser negligenciado. Sabemos hoje que o suicídio pode ser prevenido.