Vídeo: Bolsonaro é vaiado durante evento em Juazeiro do Norte, no Ceará

O presidente da república ouviu vaias ao citar deputado aliado durante um na entrega de 2,8 mil moradias populares

O presidente Jair Bolsonaro foi vaiado durante um evento na última sexta-feira (13), cidade de Juazeiro do Norte, Região do Cariri, no Ceará. O presidente recebeu desaprovação do público ao citar a presença de um deputado aliado.

A situação ocorreu durante uma solenidade que os dois participavam na entrega de 2,8 mil moradias populares. “Também aqui o deputado federal Pedro Augusto”, informa o presidente à plateia, que iniciou as vaias.

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Logo, o presidente diz que ””As manifestações vindas do povo são sempre bem-vindas. Dificilmente teremos um político que já não passou por situações antagônicas. Isso serve para redirecionar, muitas vezes, o nosso trabalho. Raramente, vamos encontrar um político que não tenha sido aplaudido ou vaiado. Mas faz parte da regra do jogo. A reflexão e o redirecionamento faz parte da humildade de qualquer ser humano”.

O deputado federal Pedro Augusto (PTB) faz parte do mesmo partido que o bolsonarista Roberto Jefferson, preso na última sexta (13).

Crítica ao PT e lockdown

Em tom de campanha, Bolsonaro também utilizou o evento para criticar o governo PT e responsabilizou parte dos governadores pela alta inflação no país.

“Nós devemos aprender, muitas vezes, com o erro dos outros. E nós sabemos o que aconteceu nos últimos 20 anos com o nosso Brasil. Não queremos a volta da corrupção e da roubalheira em nossa Pátria. Eu citaria apenas um grande desvio que foi o que aconteceu na Petrobras. Em cinco refinarias, o desviado ou enterrado em obras inacabadas, chega na casa de R$ 230 bilhões. Não queremos mais isso para o nosso Brasil. Quando se fala em casa própria, esse recurso daria para construir certamente em torno de 2 milhões de casas próprias para o nosso povo tão sofrido do nosso Brasil”, acrescentou.

O chefe do Executivo citou ainda ações que seu governo tomou durante a pandemia, como o auxílio emergencial. Ele culpou também governadores pelas medidas de restrição, como lockdown, visando na diminuição de casos da Covid-19.

“Isso não tem preço, poder atender os mais humildes, como atendemos no ano passado 68 milhões de pessoas com o auxilio (emergencial). O gasto ano passado com o auxílio equivale a 13 anos de Bolsa Família. E por que fizemos isso? Porque muitos governadores como esse, desse estado (o petista Camilo Santana), que simplesmente mandou fechar comércio, decretou lockdown, confinamento e toque de recolher”.

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