Carlos Bolsonaro ensaiou compra de sistema de espionagem contra jornalistas

Repórteres, colunisas e editores foram alvo de uma possível espionagem por meio de um software criado por uma empresa de Israel.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter neste domingo (18). Alguns dos principais jornais do mundo revelaram como repórteres, colunistas e editores foram alvos de uma possível espionagem por meio de um software criado por uma empresa de Israel. Pelo menos 180 profissionais estavam em uma lista obtida pela imprensa internacional e revela o interesse de clientes em espionar os telefones desses jornalistas.

O software Pegasus foi criado pelo grupo NSO, de Israel. De acordo com publicações como “The Washington Post”, “The Guardian” e “Le Monde”, uma lista de até 50 mil números de telefone pode ter sido alvo do sistema nos últimos cinco anos. Os documentos foram inicialmente obtidos pelas entidades Anistia Internacional e a Forbidden Stories.

O filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi levado ao centro do debate, pois, em maio, Carlos ensaiou a compra do mesmo equipamento, segundo reportagem publicada pelo UOL. A licitação em questão era a de nº 03/21, do Ministério da Justiça, no valor de R$ 25,4 milhões.

O lobby feito pelo vereador abriu um racha entre o Planalto e parte da inteligência brasileira. Pelo menos 180 profissionais estavam na lista obtida pela imprensa internacional e que revela o interesse de clientes em espionar os telefones desses profissionais.

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