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Carmén Lúcia envia pedido à PGR para que Bolsonaro seja investigado no STF

Ação da ministra é necessária já que cabe ao MP analisar se há indícios para abrir a investigação. Pedido partiu da oposição através do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG)

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Depois da prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e pastores evangélicos, agora foi a vez da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmén Lúcia, enviar para análise da Procuradoria Geral da República (PGR), pedido para que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado no caso do escândalo no Ministério da Educação (MEC).

A notícia-crime foi protocolada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) pedindo instauração de procedimento investigatório contra Bolsonaro. Na petição o parlamentar pede que sejam apuradas condutas e responsabilidades de Bolsonaro nos fatos envolvendo a liberação de verbas do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em favor de prefeitos com a suposta intermediação dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

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O ex-ministro e pastores evangélicos, que são investigados pela Polícia federal, foram presos no dia 22 de junho, mas já estão em liberdade. Na última semana foram divulgados áudios de uma conversa entre Milton e uma filha por telefone. Na conversa o ex-ministro revelou que Bolsonaro teve um “pressentimento”, sobre uma possível busca e apreensão ligadas ao ex-ministro. A partir de então a oposição cobra que seja investigada uma possível interferência de Bolsonaro nas investigações da PF.

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Em entrevista ao programa 4 por 4 no último domingo, 26, o presidente também saiu em defesa do ex-ministro alegando que “não há o mínimo de indício contra o ex-ministro” e que a prisão do ex-assessor criam “narrativas para desgastar o governo”.

 

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