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Quem teve covid pode doar sangue?

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Os bancos de sangue estão com as poltronas e estoques vazios. A situação pode mudar com a redução do prazo para a doação feita por pessoas que tiveram covid. A pandemia afastou doadores e tornou crítica a situação de pacientes com influenza e dengue que precisam de derivados do fluido para a recuperação.

Uma mudança no protocolo do Ministério da Saúde reduziu o tempo de espera para a coleta após suspeita ou confirmação da covid. A medida está em vigor desde a segunda (24). Agora, o chamado período de inaptidão de pessoas sintomáticas com diagnóstico ou suspeita da doença caiu de 30 para 10 dias após recuperação.

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Os candidatos que apresentaram um diagnóstico positivo, mas que permaneceram sem sintomas, poderão doar após 10 dias da data de coleta do exame. Quem teve contato com um caso confirmado de covid durante o período de transmissibilidade pode doar sangue sete dias após o último contato.

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Segundo a diretora técnica da Rede Hemo, Ana Cristina Novais, a redução do tempo de espera não significa risco de contrair covid por meio do sangue recebido pelos pacientes. “Os estudos mostram que não teve nenhum caso de transmissão sanguínea com covid até porque é uma doença respiratória. Mesmo assim, o Ministério preconizou esses períodos pela saúde do doador”, explica.

“As doenças como influenza e dengue, que demandam distribuição de hemocomponentes, continuam com o mesmo prazo, sem alteração. Os doadores que tiveram dengue clássica precisam aguardar 30 dias após a recuperação clínica completa (assintomático) e os que contraíram dengue hemorrágica devem esperam seis meses após a recuperação clínica completa (assintomático).

O impedimento temporário para pessoas gripadas é de 15 dias após o total desaparecimento dos sintomas para realizar a doação de sangue. Para os vacinados contra covid, o tempo adequado para ir até o banco de sangue colaborar é após sete dias e no caso dos imunizados contra influenza, a doação pode ocorrer há, no mínimo, dois dias depois.

Alerta nacional

Em Goiás, a Rede Estadual de Hemocentros (Rede Hemo) ficou com estoque abaixo da metade, com 41%. A Santa Casa de Misericórdia enfrenta dificuldades com banco de sangue ficando próximo a zero, o que obrigou a direção da unidade a desmarcar cirurgias.

“A pandemia impactou muito a rotina dos bancos de sangue, uma vez que com a população doente, automaticamente reduz a doação de sangue”, afirma Novais.

O alerta nacional é nacional. Os estoques de sangue e de plaqueta também estão baixos em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Distrito Federal.

Quer doar?

A doação de sangue pode ser feita por voluntários de máscara, em boas condições de saúde, sem sintomas virais, com mais de 50 quilos, bem alimentado, que tenha dormido pelo menos 6 horas, que não tenham ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas, sem terem fumado por pelo menos duas horas, entre 16 e 69 anos incompletos. Os menores de 18 anos podem colaborar se estiverem acompanhados de um responsável legal e com documento original com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional, além de cartão de vacinação.

Onde?

O interessados em doar podem realizar o agendamento prévio por meio do site agenda.hemocentro.org.br, do telefone 0800 642 0457 ou indo a uma das unidades da Rede Hemo por livre demanda e escolher o melhor dia e horário para a coleta de sangue ou cadastro como doador de medula óssea.

As unidades do Hemocentro em Goiânia (Avenida Anhanguera, nº 5.195, Setor Coimbra) e na Rede Hemo no interior (Rio Verde, Jataí, Catalão, Ceres, Iporá, Quirinópolis, Formosa e Porangatu) recebem os voluntários de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas e aos sábados, das 8 às 12 horas, apenas na capital.