Datafolha: mais de 4,4 milhões de brasileiras são agredidas por ano

A Pesquisa Datafolha Divulgada nesta quarta (8), Dia Internacional da Mulher, mostrou que, no ano passado, 503 mulheres foram vítimas de agressão física a cada hora no país. O número resulta em 4,4 milhões de brasileiras agredidas por ano, 9% do total das mulheres do país. Se forem contabilizadas as agressões verbais, o índice de mulheres que se dizem vítimas de algum tipo de agressão em 2016 sobe para 29%. A pesquisa foi encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A pesquisa mostra que 9% das entrevistadas relatam ter levado chutes, empurrões ou batidas; 10% dizem ter sofrido ameaças de apanhar. Além disso, 22% afirmam ter recebido insultos e xingamentos ou terem sido alvo de humilhações (12 milhões) e 10% (5 milhões) ter sofrido ameaça de violência física. Casos mais graves de agressão, como ameaças com facas ou armas de fogo foram registrados em 4%, lesão por algum objetivo atirado também 4%, e espancamento ou tentativa de estrangulamento foram 3%.

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Segundo as entrevistadas, 61% dos agressores são conhecidos. A pesquisa mostra que 19% apontam o próprio cônjuge, companheiro ou namorado e outras 16%, o ex. Parentes como irmãos (9%), amigos (8%), pai ou mãe (8%), vizinhos (4%) e colegas de trabalho (3%) também são citados.

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A maior parte das agressões ocorre em casa (43%). A rua (39%), o trabalho (5%) e a balada (5%) aparecem em seguida.

Assédio
Segundo o Datafolha, 40% das mulheres com mais de 16 anos sofreram assédio em 2016. 20,4 milhões (36%) receberam comentários desrespeitosos ao andar na rua; 5,2 milhões de mulheres foram assediadas fisicamente em transporte público (10,4%) e 2,2 milhões foram agarradas ou beijadas sem o seu consentimento (5%). Adolescentes e jovens de 16 a 24 anos e mulheres negras são as principais vítimas.

Ainda segundo a pesquisa, 52% das mulheres não fizeram nada após a agressão. Entre as que tomaram alguma atitude, 11% denunciaram o agressor em uma Delegacia da Mulher e 10%, em uma delegacia comum. A pesquisa mostra que 3% ligaram para a PM e 1% para o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).

*Com informações do G1

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