Paciente denuncia médico por violência sexual em Goiânia; ‘pôs a língua em mim’

Caso teria acontecido durante consulta no Hospital Santa Helena na última sexta (06).  Mulher procurou ume delegacia e passou por exames no IML

Uma mulher denunciou um médico por violência sexual após realização de consulta no Hospital Santa Helena na última sexta (06). A paciente acusa o Pedro Antônio Albino de ter feito carícias nas partes íntimas e de ter introduzido um objeto nas partes íntimas dela. Ela procurou uma delegacia e passou por exames no Instituto Médico Legal (IML). 

A investida do médico teria começado quando ele confidenciou que havia se separado. O profissional, segundo a mulher, teria dito ainda que mulheres usam roupas provocantes para chamar atenção e questionou a paciente se ela gostava de trair o marido. A vítima afirma que conseguiu fugir do consultório quando o médico foi ao banheiro e pediu ajuda aos funcionários do local, mas nenhum teria prestado socorro. 

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Outras pacientes que aguardavam atendimento a teriam apoiado. A mulher de 41 anos mora em Senador Canedo e fazia tratamento com o coloproctologista havia sete anos devido a complicações intestinais da doença de Chagas.

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“Hoje vai ser diferente. Deita aqui. Aí quando eu deitei, ele começou a tirar a minha calça toda. Ele pegou um objeto e introduziu e ficava passando o dedo, passando a mão. Passava a mão na boca, cuspia, passava em mim. Por fim, eu falei ‘doutor, eu não estou confortável’. Aí, ele falou para mim ‘então olha para mim que você vai sentir orgasmo’ e pôs a língua em mim”, afirmou em entrevista à TV Anhanguera.

Uma patrulha Maria da Penha foi acionada e chegou a ir até o hospital. No entanto, ao procurar o especialista, a equipe foi informada de que ele já teria ido embora. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher como importunação sexual.

Em nota, a direção do Hospital Santa Helena afirmou que nunca houve reclamações sobre a conduta ética do profissional em 20 anos de atuação na unidade, que acolheu a mulher e está apurando a denúncia. O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) informou não ter conhecimento do caso.

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