Dia Mundial da Língua Portuguesa

Gregório José fala sobre nossa língua mãe.

 

Gregório José

O Brasil vai ter um retrocesso enorme com a norma culta da escrita. Primeiro que o brasileiro, em sua maioria, tem preguiça de ler e, por conseguinte, escrever. Quando o faz, em sua maioria nas redes sociais, cria seus próprios códigos ou dialetos, alguns seguem as tendências de seus grupos de convívio e acabam atropelando a língua portuguesa.

Agora, imagina tentar escrever como os Portugueses, os Angolanos ou ainda os nativos de Timor-Leste, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Guiné Equatorial: países linguisticamente unidos pela língua portuguesa.

Se já temos dificuldades em compreender pequenos textos, não damos valor à literatura nacional, abominamos os filmes produzidos no País e estamos cada vez mais alienados com as redes sociais, perderemos nossa nacionalidade para o estrangeirismo e nos tornaremos portunhóis de carteirinha com nosso tupiniquim cotidiano.

O que teremos a comemorar neste cinco de maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa?

Enquanto os literatos e os imortais de suas inúmeras academias de letras fazem pela data? Ah! A maioria, pelo menos a grande parte, tem acima de 60 anos e não podem se reunir. Precisam manter o distanciamento social para não contraírem o Coronavírus. Nossas “lives” ditarão as normas e, nosso pensamento sucumbirá ao que comemorar, como comemorar e como defender nossa língua mãe.

Até que ponto ainda estamos dispostos a fazer prevalecer aquilo que sabemos bem, que é falar a nossa língua?

Gregório José
Jornalista/Radialista/Filósofo
Pós Graduado em Gestão Escolar

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