Bancada feminina articula derrubar veto de Bolsonaro à distribuição de absorvente

Lei previa a distribuição gratuita de absorvente menstrual para mulheres de baixa renda.

Após o presidente Jair Bolsonaro vetar alguns trechos importantes da lei que que previa a distribuição gratuita de absorvente menstrual para estudantes de baixa renda de escolas públicas e pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema, deputadas e senadoras reagiram. Agora, a bancada feminina articula a derrubada do veto dentro do Congresso.

A medida foi aprovada em agosto pela Câmara dos Deputados e em setembro pelo Senado Federal. O objetivo principal era combater a pobreza menstrual. A expressão que se tornou bastante popular nos últimos dias corresponde à falta de acesso ou de recursos para adquirir os itens itens de higiene do período menstrual.

• Compartilhe essa notícia no Whatsapp• Compartilhe essa notícia no Telegram

Autora da proposta, a deputada Marília Arraes (PT-PE), afirmou que o veto de Bolsonaro atinge todas as mulheres do País.

LEIA TAMBÉM

• PoderData mostra que Lula tem apoio de 18% daqueles que votaram em Bolsonaro no último pleito• “Posso ajudar muito mais sendo médica”, atesta Ludhmilla Hajjar• PL realiza encontro ao longo deste sábado, 14, em Goiânia

“O presidente atinge diretamente todas as mulheres do país. Eu tenho certeza de que esta Casa vai fazer jus à vontade do povo brasileiro, como é nossa obrigação. Nossa função é representar o povo brasileiro e derrubar esse veto, que é um verdadeiro absurdo, absurdo para as mulheres do Brasil”, disse ela.

“Se R$ 84 milhões for muito dinheiro para o governo não dar condição a meninas e mulheres, eu acho que o governo tem que rever os seus princípios. Ele precisa repensar a forma de tratar as mulheres no Brasil”, afirmou A deputada Celina Leão (PP-DF), coordenadora da bancada feminina da Câmara, que destacou o fato de que o projeto tinha um “impacto financeiro mínimo”.

Para que um veto caia, é necessário 257 votos de deputados e 41 de senadores para a rejeição. Ainda não há data para a análise do veto pelo Congresso. Uma nota de repudio foi divulgada pela Senadora Leila Barros (Cidadania-DF) em nome da Procuradoria da Mulher no Senado.

“A Procuradoria Especial da Mulher do Senado acompanhará a sessão do Congresso para analisar o veto e sua possível derrubada, para garantir, que o Estado preencha essa falha e garanta o acesso aos cuidados básicos de saúde menstrual”, afirma a nota.

Tags: