Pastor agride prefeito de Rio Verde, mente que é major e vai preso durante visita de Bolsonaro

Daniel Mesquita, de 40 anos, tentou se passar por major do exército brasileiro para não ser preso. Ele estava em posse de munições

Daniel Mesquita, um pastor de 40 anos foi preso após agredir o Prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, enquanto o mandatário aguardava a chegada do Presidente Jair Bolsonaro no aeroporto da cidade. O presidente visitou o município para entregar títulos de propriedades rurais, na manhã desta quarta-feira (20). Porém, a visita gerou desentendimento entre Daniel e o prefeito, que começaram a discutir por questões politicas e em seguida trocaram empurrões.

Durante a confusão, a Polícia Militar (PM) foi acionada para conter o pastor que ao receber voz de prisão, alegou ser major do exército brasileiro. Daniel, inclusive, estava vestindo uma camisa do GRAER, segundo o delegado Luis Eduardo. Além de fingir ser militar, o religioso também estava em posse de quatro munições de arma de fogo intactas.

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“O suspeito usou a camisa e a alegação de que seria um major para entrar no aeroporto. Os dois são de partidos políticos opostos e já mantinham uma relação ruim antes mesmo do ocorrido. O pastor, conforme testemunhas, agrediu o prefeito com um tapa ou soco. Já o suspeito explicou que foram apenas empurrões e que o prefeito revidou”, contou o delegado.

Agora, Daniel pode responder por pelo menos três crimes: posse ilegal de munição de arma de fogo, vias de fato e por fingir ser funcionário público. Juntas, as penas podem chegar a quatro anos e seis meses.

“Como as penas passam de quatro anos, ele foi autuado sem direito a fiança pelo delegado. Ou seja, ele pode pagar fiança apenas para o juiz, mas para o delegado é inafiançável, além de poder pagar multa”, concluiu.

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